segunda-feira, 8 de julho de 2019

CAFÉ COM A PRIMME CONTABILIDADE – CUSTO DE UM FUNCIONÁRIO PARA EMPRESA DO SIMPLES NACIONAL


Um dos motivos que leva as empresas tomarem a decisão sobre qual regime tributário seguir é em relação ao custo de um funcionário que pode variar de acordo com a escolha efetuada. Muitos empresários acabam contratando sem saber o custo real de um colaborador, isso pode ser prejudicial ao negócio. Com base nisso, vamos demonstrar quanto de custos reais um funcionário representa para uma empresa. Os cálculos apresentados neste artigo não vão abranger valores adicionais como horas extras, adicionais noturnos, insalubridade, auxílio transporte, dentre outros valores.

Entender todos os cálculos é muito importante, principalmente na hora de decidir sobre contratação de funcionários. Imagine você com uma determinada empresa na qual sempre esteve exercendo as várias funções, porém percebe que a movimentação está em crescente e deseja contratar um funcionário para um cargo. Nessa decisão, você coloca o salário dele no valor de R$ 1.200,00. Qual serão os gastos com esse colaborador?

Muitos acreditam que os valores a pagar seriam apenas os de FGTS (8%), R$ 96,00, mais o salário R$ 1.200,00, totalizando R$ 1.296,00. Para o cálculo correto, não deve ser levado em consideração apenas os valores de desembolsos mensais, mas devem ser considerados todos os gastos, inclusive os de provisionamento.

Vale lembrar que provisionamento é diferente de previsão. O primeiro significa determinar um desembolso, uma obrigação, esperada que resultará na saída de recursos do negócio. Seria o ato de registrar valores que você tem certeza que ocorrerão no futuro na empresa. Já o último não existe uma certeza de que o gasto será de fato realizado. As previsões são baseadas em dados como históricos, concorrência, produção e etc..

O custo real de um funcionário contratado, com valor de R$ 1.200,00, por uma empresa do Simples nacional que seja Comércio, Indústria e alguns serviços seria calculado da seguinte forma:

- FGTS (8%) = R$ 96,00
- Proporcional de 13° salário (8,33%) = R$ 99,96
- Proporcional férias (11,11%) = R$ 133,32
- Provisão da multa FGTS (4%) = R$ 48,00
- FGTS sobre 13°/Férias (1,55%) = R$ 18,60
TOTAL = 32,99%

O Custo inicial de R$ 1.200,00, passaria para um mínimo de R$ 1.595,88. Algumas empresas, já vão poupando esses recursos provisionados, isso para que possam ter esses valores com uma certa folga, quando do período que os mesmos irão ocorrer.

Para uma empresa MEI, será acrescentado um valor de 3% do salário, referente ao INSS da empresa. Lembrando que o valor de um funcionário MEI deve ser o salário mínimo ou o piso salarial da categoria profissional.

O Calculo ficaria assim:

- INSS (3%) = R$ 36,00
- FGTS (8%) = R$ 96,00
- Proporcional de 13° salário (8,33%) = R$ 99,96
- Proporcional férias (11,11%) = R$ 133,32
- Provisão da multa FGTS (4%) = R$ 48,00
- FGTS sobre 13°/Férias (1,55%) = R$ 18,60
TOTAL = 35,99%

O Custo inicial de R$ 1.200,00, passaria para um mínimo de R$ 1.631,88.

O empresário deve sempre estar informado. Em uma situação como essa, ele deve colocar os cálculos na ponta do lápis para saber se pode honrar com os valores descritos. A remuneração e o FGTS serão desembolsados nos meses decorridos, já os outros valores apenas em um períodos futuro.
Gostou?

Todas as segundas estaremos com um artigo por aqui. Até a semana que vem!

Eu sou o seu contador!

Todos os textos são de autoria dos contadores da Primme CONTABILIDADE
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