15 de agosto de 2019

CAMPANHA CHAMA ATENÇÃO PARA PAPEL DO MP NO COMBATE À CRIMINALIDADE


A população passa, a partir de hoje, dia 14, a conhecer melhor a atuação do Ministério Público estadual na prevenção e no combate à criminalidade. Já está em circulação, nas redes sociais, rádios, TV e outdoors pela cidade, campanha publicitária com o objetivo de alertar a sociedade baiana sobre os graves índices criminais no estado e mostrar quais são os crimes mais frequentes que têm exigido uma ação institucional mais efetiva. Lançada nesta manhã, na sede da Instituição no CAB, a campanha aborda onze tipos de crime: homicídio, violência doméstica contra as mulheres, tráfico de drogas, corrupção, lavagem de dinheiro, organizações criminosas, crimes cibernéticos, fraudes em licitações, violência sexual contra crianças e adolescentes, feminicídio e violência policial.

“Precisamos levar ao público informações sobre a extensão do MP na área criminal, que é muito mais que a importante realização de júris e audiências, com atuação repressiva e também preventiva. Os dados do Atlas da Violência mostram que há muito a fazer para reduzir a criminalidade e dar segurança à nossa população. A gente sabe da importância das políticas públicas, mas sabemos também que a atuação repressiva, pontual e precisa, se faz necessária”, afirmou a procuradora-geral de Justiça Ediene Lousado. Com o lema 'Criminalidade. O MP Explica. O MP Combate’, a campanha conta com a parceria da Rebe Bahia, jornal A Tarde, Central de Outdoor e JC Decaux.

No lançamento, a promotora de Justiça Ana Emanuela Rossi Meira, coordenadora do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), apresentou um breve quadro da evolução da atuação do órgão, com ramificação em toda a Bahia e também fora do estado, por meio do estabelecimento de parcerias intra e interinstitucional. Ela informou que, entre 2016 e 2019, foram realizadas 30 operações no estado, resultantes de investigações próprias ou de outros órgãos com participação efetiva do Gaeco, que combateram crimes complexos de violência sexual e, principalmente, os cometidos por organizações criminosas. Segundo a promotora, o órgão realizou um trabalho de intensa profissionalização e parametrização das rotinas, que garante a legalidade e eficiência das operações, além de ter aumentado e aprimorado os investimentos na investigação patrimonial. “Como é de consenso nacional, para enfrentar as organizações criminosas é preciso realizar o sufocamento patrimonial”, afirmou.

Para o coordenador do Centro de Apoio Criminal (Caocrim), promotor de Justiça Marcos Pontes, a campanha reafirma a atuação do MP na repressão e prevenção da criminalidade, que tem crescido no estado. Segundo Pontes, uma das preocupações é o crime de violência doméstica, que atualmente representa o maior número de procedimentos que chegam à Central de Inquéritos do MP, acima inclusive dos crimes patrimoniais. Em 2018, houve um aumento de mais de 60% no número de mulheres que procuraram o MP para denunciar casos de agressão. Já segundo o último Atlas da Violência (mencionado pela PGJ), divulgado este ano, as ocorrências de homicídios praticamente dobraram na Bahia em uma década, entre 2006 e 2016.

Participaram também do ato de lançamento a subcorregedora do MP, procuradora de Justiça Márcia Guedes; o secretário-geral, procurador Paulo Gomes; o chefe de Gabinete da PGJ, promotor de Justiça Marcelo Guedes; o coordenador das Procuradorias de Justiça Criminais, procurador Nivaldo Aquino e os coordenadores de Gestão Estratégica, promotores Fábio Velloso; de Segurança e Inteligência, Rodrigo Cavalcanti Reis; de Saúde, Rogério Queiroz; de Educação, Valmiro Macedo; de Aperfeiçoamento Funcional, José Renato Oliva e de Investigação de Crimes Atribuídos a Prefeitos, Carlos Pires; a coordenadora dos Direitos Humanos, promotora Márcia Teixeira, além de outros membros e servidores.

Fotos: Rodrigo Tagliaro / Rodtag Fotografias
Cecom/MP

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