22 de setembro de 2020

DIOCESE DE BONFIM DIVULGA ORIENTAÇÕES PARA A ABERTURA GRADUAL DAS IGREJAS E AS CELEBRAÇÕES PRESENCIAIS




NOTA PASTORAL 14

DA COMISSÃO INTERDISCIPLINAR DIOCESANA PARA O ACOMPANHAMENTO E ORIENTAÇÕES EM PERÍODO DE PANDEMIA DA COVID-19


ORIENTAÇÕES PARA A ABERTURA GRADUAL DAS IGREJAS E AS CELEBRAÇÕES PRESENCIAIS


Estamos vivendo tempos difíceis durante a pandemia do novo coronavírus. O Ressuscitado, contudo, está no meio de nós. Por isso, sempre é tempo da graça do Senhor. Desde o dia 18 de março, estamos com nossas igrejas fechadas, mantendo o distanciamento social como contribuição nossa, enquanto cristãos, para que o vírus não seja disseminado com maior velocidade e evitemos o colapso dos sistemas de saúde de nossos municípios, que já são muito precários.


A partir do mês de maio acompanhamos a evolução semanal dos casos em todo o território diocesano. Isso tem nos possibilitado tomar decisões e dar as orientações e decretos para o nosso agir eclesial. Na medida do possível, nesse período, nossas paróquias não ficaram no imobilismo, mas os padres, como zelosos pastores, procuraram manter viva a fé dos fiéis sob suas responsabilidades, lançando-se na missão de evangelizar.


Agora, levando também em conta os planos de flexibilização emanados pelas autoridades Estadual e Municipais, a Diocese de Bonfim, com todas as precauções necessárias, organiza o retorno às celebrações presenciais, ainda que de forma limitada, para evitar aglomerações e a propagação do vírus.


Essa gradual reabertura das igrejas na Diocese de Bonfim seguirá a Média Móvel (MM).


Trata-se de um método científico baseado no número de casos no arco de 7 dias em cada município, o que permitirá identificar o aumento, a estabilidade ou a diminuição da pandemia em nosso território.


Para tanto, seguiremos fases e critérios: fase vermelha, laranja, amarela e verde, como discriminadas abaixo. Enquanto perdurar este período da pandemia, porém, dependendo de sua evolução ou involução em cada município, as medidas poderão ser mais flexíveis ou mais restritivas. Ou seja, mesmo tendo avançado nas fases de flexibilização, se o município apresentar crescimento no número de novos casos, este poderá regredir da fase em que se encontrava.


Confiantes na misericórdia do Senhor que “não nos deu espírito de timidez, mas de força, de amor e de sabedoria” (2Tm 1,7), iniciaremos esse novo itinerário pastoral para o bem de toda a nossa Igreja Particular.


2 FASES DA FLEXIBILIZAÇÃO


O processo de flexibilização em nossas igrejas paroquiais se dará levando em conta os seguintes critérios:


1. As quatro fases:

Fase vermelha: Fase mais restritiva.

Fase laranja: Fase de observação, com possibilidade de maior flexibilização.

Fase amarela: Fase de queda de novos casos, com possibilidade de abertura parcial.

Fase verde: Fase de normalidade controlada.


 Fase vermelha: enquadram-se nesta fase os municípios (ou distritos) que se encontrarem em crescimento no número de novos casos da COVID-19. Dessa forma, a paróquia cujo município estiver em aumento de casos deverá observar todas as restrições já publicadas pela Comissão Interdisciplinar até a nota de nº 13.


 Fase laranja: enquadram-se nesta fase os municípios (ou distritos) que apresentarem sinais de estabilidade no número de novos casos da COVID-19 por, pelo menos, duas semanas consecutivas. Assim sendo, será possibilitada a reabertura das igrejas matrizes para oração pessoal dos fiéis e para celebrações com, no máximo 10% da capacidade do espaço.


 Fase amarela: enquadram-se nesta fase os municípios (ou distritos) que começarem a apresentar diminuição no número de novos casos da COVID-19 a, pelo menos, uma semana. Isso possibilitará a reabertura para as celebrações litúrgicas com a presença de fiéis também nas capelas maiores da paróquia, tendo a presença máxima de 20% da capacidade das igrejas.


 Fase verde: enquadram-se nesta fase os municípios (ou distritos) que se encontrarem em contínua diminuição no número de novos casos da COVID-19 em, peno menos, duas semanas consecutivas. Isso possibilitará o retorno de uma normalidade controlada em todas as matrizes e capelas da paróquia, tendo a presença máxima de 30% da capacidade das igrejas.


2. A definição das fases terá início a partir da próxima quarta-feira, dia 23 de setembro, quando divulgaremos em que fase cada paróquia estará e enviaremos as orientações acerca da respectiva fase.


3. Para as paróquias cujo território abrange mais de um município, as fases de flexibilização obedecerão ao número da média móvel de cada um dos municípios em particular. Ou seja, há a possibilidade de a sede paroquial estar na fase laranja e uma comunidade, que seja de outro município, estar na amarela ou outra fase. Será importante acompanhar a fase de cada um dos municípios. Recordamos que os distritos estão incluídos nos números totais dos municípios.


4. Em todas as fases deste tempo de flexibilização deverão ser observadas, rigorosamente, as normas de controle e higienização já emanadas (em particular da Nota Pastoral nº 11), bem como as determinações das autoridades competentes em cada município e o uso de tapetes sanitizantes às portas de acesso ao espaço celebrativo.


5. Para que uma paróquia avance para uma fase com menos restrições, o seu município deverá permanecer estável em número de novos casos da COVID-19 por 7 dias (MM). A Comissão Interdisciplinar acompanhará e divulgará, semanalmente, a média móvel de cada município, dando as devidas orientações diretamente para a paróquia em questão.


6. Caso volte a ter um crescimento no número de novos casos a paróquia poderá regredir nas fases elencadas acima.


3 ORIENTAÇÕES PARA A GRADUAL REABERTURA E PARTICIPAÇÃO DOS FIÉIS


1. Em qualquer uma das fases de flexibilização as celebrações litúrgicas não devem ultrapassar o tempo máximo de uma hora.


2. São dispensados do preceito eucarístico dominical (cf. CDC, cân. 1248, § 2) os idosos, as gestantes e outras pessoas que, no contexto da pandemia, estão classificadas em situação de risco. Ficam também dispensados de presidir a Eucaristia com uma assembleia em maior número de fiéis os presbíteros pertencentes ao mesmo grupo de risco.


3. Os fiéis que forem diagnosticados com a infecção causada pelo novo coronavírus (mesmo assintomáticos), e os que estiverem com quaisquer sintomas relacionados ao vírus, devem abster-se da participação às celebrações litúrgicas.


Somos conscientes de que este é o primeiro passo no processo gradual de retomada das atividades presenciais em nossa Diocese. Por isso, exortamos a todos: presbíteros, agentes de pastoral, animadores de comunidades e demais fiéis a acolherem com abertura de coração, corresponsabilidade e prudência pastoral este novo momento.


Confiamos à Virgem Santíssima das Dores este novo tempo em nossa Igreja Particular. Que ela, como Estrela guia, oriente os nossos passos; como Mãe, seja nosso amparo, consolo e proteção; e como fiel Discípula do Senhor, eduque-nos em nossa fidelidade, para que possamos encontrar caminhos novos para o anúncio e para o audaz testemunho de nossa fé.


Senhor do Bonfim, 17 de setembro de 2020

Dom Hernaldo Pinto Farias, SSS

Bispo Diocesano

Presidente da Comissão

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.