22 de janeiro de 2022

GRUPO PRERROGATIVAS DESPREZA A CORREÇÃO DE ATITUDES, A ÉTICA, A MORALIDADE, O RESPEITO ÀS LEIS E À JUSTIÇA



(Senhor do Bonfim, Bahia, 21 de janeiro de 2022)



Inacreditável, se não fosse um encontro transmitido ao vivo pelas redes sociais, exibindo um grupo de juristas, advogados, banqueiros, empresários e executivos diversos num jantar de apoio ao ex-presidiário e ex-presidente Lula, ocorrido no dia 19 de dezembro de 2021, em São Paulo, num dos restaurantes mais caros e luxuosos da gastronomia brasileira, A Figueira Rubaiyat.


O evento pomposo e longe, bem longe do povo comum foi organizado pelo grupo que se intitula GRUPO PRERROGATIVAS, formado por um pequeno e seleto número de ricaços, que pagaram a bagatela individual de R$ 500,00 (quinhentos reais), com direito a vinhos e whiskys caríssimos, de marcas desconhecidas do paladar popular do povo pobre brasileirio, que Lula diz demagogicamente ser o pai, bem diferente do presidente Bolsonaro que prefere comer pastel em qualquer esquina, desde que esteja próximo do povo.


Mas, afinal, o que significa do ponto de vista profissional, PRERROGATIVAS?


Em rápida busca pela internet encontramos com facilidade o seu significado, ficando logo sabendo que PRERROGATIVAS são as VANTAGENS de algumas pessoas por pertencerem a determinado grupo, a exemplo das PRERROGATIVAS dos advogados que correspondem à direitos específicos desses profissionais, que outras pessoas não se beneficiam.


No caso do GRUPO PRERROGATIVAS não há integrantes somente de advogados que atuaram nos processos da Operação Lava Jato e que se sentiram prejudicados em suas atuações, agregando desde 2015, quando o grupo foi criado, no início da Operação Lava Jato, juristas (estudiosos do direito), artistas, banqueiros, empresários e executivos de esquerda que se auto definem progressistas.


PRERROGATIVAS, entretanto, tem como sinônimo, PRIVILÉGIOS, ou ainda VANTAGENS e REGALIAS, significados que se amoldam com mais propriedade ao GRUPO PRERROGATIVAS, desvirtuado de suas origens na Operação LAVA JATO, para se acomodar na militância política de esquerda, reunindo “lulopetistas” inconformados com a derrota sofrida na eleição presidencial de 2018, desfrutando de suas PRERROGATIVAS próprias de pessoas bem sucedidas, cujos PRIVILÉGIOS são inimagináveis para o cidadão comum, que nem chega a sonhar em frequentar restaurantes tão chiques e caros, a exemplo do Restaurante A Figueira Rubaiyat.


Usufruindo de PRERROGATIVAS específicas, esse grupo seleto de milionários entende que a “correção de atitudes, a ética, a moralidade, o respeito às leis e à justiça”, devem ser princípios de cidadania que devem ser desprezados para darem lugar à “glamorização do crime, do criminoso, da injustiça, da impunidade e da corrupção”, a ponto de advogados criminalistas renomados proclamarem Lula como o “símbolo mais elevado da justiça (Alberto Toron)”, porque entendem que “se o crime já aconteceu, o que adianta punir, que se puna, mas que não se ache que a punição irá acabar a corrupção (Antonio Cláudio Mariz)”, mesmo sabendo que Lula ficou preso 580 dias.


Além do que Lula foi solto após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter mudado vergonhosamente o seu próprio entendimento sobre a prisão após a condenação em segunda instância e, pior, posteriormente anulando as condenações impostas, não reconhecendo a sua inocência (diga-se de passagem), porque impossível diante das robustas provas, mas por estranha manobra jurídica que considerou a 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, no Paraná, foro incompetente para processar e julgar Lula pelos seus crimes cometidos, decidindo que o foro deveria ser o da Justiça Federal em Brasília e outras localidades.


Não é sem razão que a maioria dos advogados brasileiros achou por bem redigir e publicar NOTA DE REPÚDIO às afirmativas dos criminalistas Alberto Toron e Antônio Cláudio Mariz, documento subscrito por 1.143 advogados de todo o Brasil, dizendo que “A maioria dos bons advogados primam pela correção de atitudes, pela ética, pela moralidade, respeito às leis e à justiça”, ressaltando que “a fala de um advogado ao dizer que Lula é o símbolo da justiça configura-se uma afronta ao bom senso e tem como condão criar uma fantasia absurda”, acrescentando a NOTA DE REPÚDIO, com muita propriedade que: “Tal afirmativa não se sustenta perante seus parres de profissão e nem ao crivo da crítica da sociedade que não se deixa enganar com falsa verdade”. 


Por fim, a NOTA DE REPÚDIO deixou claro que “a impressão dada por Mariz de que todo o conjunto da advocacia brasileira estará ao lado de Lula nas eleições de outubro”, o que, segundo o grupo, não é verdade.


Na qualidade de advogado criminalista, que não glamoriza o crime e o criminoso, mas dá voz à defesa de cidadãos de bem que eventualmente cometem infrações penais e que não atuam no banditismo, assino embaixo a NOTA DE REPÚDIO dos 1.143 advogados éticos deste país.


Josemar Santana é jornalista e advogado, especializado em Direito Público, Direito Eleitoral, Direito Criminal, Procuradoria Jurídica, integrante do Escritório Santana Advocacia, com unidades em Senhor do Bonfim (Ba) e Salvador (Ba). Site: www.santanaadv.com / E-mail: josemarsantana@santanaadv.com

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