Durante conversa com o repórter Netto Maravilha, no programa Pega da Fogo, da Rádio Rainha FM, o vereador de Campo Formoso João Pedro fez duras críticas à Prefeitura pela abertura de um processo seletivo simplificado (REDA) na Secretaria Municipal de Educação, mesmo após recomendação do Ministério Público para realização de concurso público.
Segundo o vereador, desde 2024 o Ministério Público da Comarca de Campo Formoso recomendou que o município realizasse concurso público, diante do grande número de contratações temporárias e diretas. No entanto, a gestão municipal teria ignorado a recomendação e agora anunciou um edital de REDA, o que, para João Pedro, representa total desrespeito ao MP e à Justiça.
“O concurso deveria ter sido realizado no início de 2025. Nada disso foi feito. As pessoas passaram o ano inteiro se preparando, pagando cursinhos — Campo Formoso chegou a ter pelo menos cinco cursinhos preparatórios — e agora são surpreendidas com um REDA”, afirmou.
João Pedro lembrou ainda que, antes mesmo do REDA, o município realizava contratações diretas, sem processo seletivo. De acordo com ele, uma representação feita pela bancada de oposição no final de 2023 levou o Ministério Público a recomendar que a Prefeitura se abstivesse de novas contratações e promovesse concurso público no ano seguinte.
O vereador destacou que o Ministério Público chegou a ajuizar uma Ação Civil Pública, solicitando à Justiça a proibição de novas contratações e a realização imediata do concurso. Mesmo assim, segundo ele, nenhuma das determinações foi cumprida.
“É como se o prefeito estivesse numa zona de conforto, desrespeitando reiteradamente a Justiça e o Ministério Público”, criticou.
Outro ponto levantado por João Pedro foi o impacto das contratações temporárias no Instituto de Previdência de Campo Formoso (IPCF). Ele alertou para um possível déficit previdenciário, já que servidores contratados via REDA ou contratos diretos contribuem para o INSS, enquanto professores efetivos seguem se aposentando.
“Existe uma defasagem de mais de mil funcionários no município. Com tantas aposentadorias e sem concurso, o IPCF tende a enfrentar sérios problemas no médio e longo prazo”, afirmou.
Ao final, o vereador fez um apelo para que a população se mobilize e procure o Ministério Público Estadual, cobrando providências.
“Não basta apenas a bancada de oposição fazer seu papel. Os cidadãos formosenses precisam procurar o Ministério Público e exigir o cumprimento da lei. O que está em jogo é o futuro do município e o direito da população a um concurso público justo”, concluiu.
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