Uma família de Senhor do Bonfim denuncia um possível caso de negligência no atendimento médico da unidade de saúde, localizada no bairro Alto do Cigano, após a morte de Jaqueline Barbosa de Oliveira Sena, de 41 anos, ocorrida na manhã desta sexta-feira (23).
Segundo relato de Vanessa, cunhada da vítima, na quinta-feira (22), Jaqueline apresentou uma forte crise de ansiedade e precisou de ajuda médica. De acordo com a familiar, ela teria desmaiado duas vezes em casa antes de ser levada à unidade de saúde.
Ao chegar ao local, a família afirma que foi informada de que a médica, não estaria atendendo. Ainda conforme o relato, uma pessoa que estava na unidade teria confirmado que a profissional se encontrava no local.
A familiar conta que a orientação recebida foi retornar no período da tarde. No entanto, quando voltou à unidade com Jaqueline, teria sido informada de que a médica não estava presente.
Diante da piora do quadro de saúde, a mulher foi levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde ela precisou de cuidados intensivos, segundo o relato. Jaqueline morreu na manhã desta sexta-feira (23).
Indignada com o ocorrido, a cunhada questiona a conduta dos profissionais da unidade e defende que pessoas em sofrimento emocional recebam a mesma atenção e seriedade dispensadas a pacientes com outras condições de saúde.
A família acredita que um atendimento médico anterior poderia ter contribuído para uma avaliação mais precoce do quadro clínico, mas as circunstâncias da morte e a possível relação com o atendimento na unidade ainda precisam ser esclarecidas.
A assessoria de comunicação do município foi procurada para prestar esclarecimentos sobre a denúncia.
“A Secretaria Municipal de Saúde informa que está ciente da situação ocorrida na UBS do Alto Cigano. A paciente foi acolhida pela equipe de enfermagem no período da tarde e encaminhada à UPA após avaliação. A Secretaria está verificando o fluxo de atendimento adotado pela unidade para os devidos esclarecimentos e providências”.
Jaqueline, de acordo com as informações repassadas, já enfrentava crises de ansiedade e fazia uso de fluoxetina. Até o momento, porém, não há informações suficientes para estabelecer a causa da morte ou confirmar se houve falha no atendimento.
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