Ação coordenada pela DRFR/Juazeiro teve desdobramento no estado de Goiás, apreensão de aparelhos celulares e fiscalização de estabelecimentos comerciais em Senhor do Bonfim
A Polícia Civil da Bahia, por meio da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Juazeiro (DRFR), vinculada à 17ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (17ª COORPIN) e integrante do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), deflagrou, nesta sexta-feira (16), a Operação Protetor de Divisas, que resultou na prisão de quatro investigados, no cumprimento de dois mandados de busca e apreensão e na apreensão de aparelhos celulares utilizados, segundo as investigações, na prática de crimes patrimoniais.
A operação contou com o apoio do Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação (GATTI-Norte), vinculado à 17ª COORPIN/Juazeiro, do GATTI-Centro Norte, vinculado à 19ª COORPIN/Senhor do Bonfim, da Agência de Inteligência do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), sediada em Salvador/BA, e da Delegacia de Polícia de Bom Jesus de Goiás, no estado de Goiás.
As quatro ordens judiciais de prisão foram integralmente cumpridas, sendo um dos investigados localizado e preso no estado de Goiás, após intenso trabalho de inteligência policial e articulação interestadual entre as unidades envolvidas.
A operação foi desenvolvida a partir de diferentes frentes investigativas conduzidas pela DRFR/Juazeiro, envolvendo crimes de roubo majorado pelo concurso de pessoas e pela restrição da liberdade das vítimas, além de investigações relacionadas à prática de furtos qualificados e outras infrações penais.
Uma das principais investigações apura roubos praticados no mês de julho de 2026, em Juazeiro, contra vítimas atraídas por meio de aplicativos de relacionamento e contatos estabelecidos por plataformas de mensagens.
Segundo as investigações, os envolvidos utilizavam estratégias de aproximação e criação de vínculos de confiança para atrair as vítimas até locais previamente indicados, onde eram surpreendidas e submetidas a ameaças, agressões físicas e restrição da liberdade.
Entre as pessoas atingidas estavam integrantes da comunidade LGBTQIA+, cuja condição de vulnerabilidade nas circunstâncias dos crimes era explorada pelos investigados para facilitar a abordagem e a execução das ações criminosas.
O modus operandi incluía ameaças com armas brancas, especialmente facas, além da utilização de um cão como instrumento de intimidação das vítimas. Durante as ações, os criminosos subtraíam pertences pessoais e obrigavam as vítimas a realizar transferências bancárias instantâneas, por meio do sistema PIX, mediante grave ameaça e restrição de liberdade.
As diligências desenvolvidas pela equipe do Serviço de Investigação da DRFR/Juazeiro permitiram reunir elementos probatórios sobre a dinâmica dos crimes, identificar os investigados e analisar movimentações financeiras relacionadas aos fatos, subsidiando as representações por medidas cautelares posteriormente deferidas pelo Poder Judiciário.
No decorrer da operação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, ocasião em que foram apreendidos aparelhos celulares apontados pelas investigações como instrumentos utilizados na prática dos crimes, os quais serão submetidos aos procedimentos legais e às análises técnicas pertinentes, visando ao aprofundamento das apurações.
A localização e prisão de um dos investigados no estado de Goiás representou um importante desdobramento interestadual da operação, viabilizado pelo trabalho integrado de inteligência policial e pela cooperação operacional com a Delegacia de Polícia de Bom Jesus de Goiás.
No município de Senhor do Bonfim, as equipes também realizaram fiscalizações em três estabelecimentos comerciais, com o objetivo de verificar possíveis práticas de receptação, adulteração de sinais identificadores de veículos automotores e desmanche de veículos provenientes de furtos ou roubos.
As fiscalizações integraram as ações de repressão aos crimes patrimoniais, especialmente aqueles relacionados à circulação irregular de veículos, peças e componentes automotivos, sem prejuízo da apuração de eventuais irregularidades identificadas durante as diligências.
Após o cumprimento das ordens judiciais, foram adotadas as providências legais cabíveis, permanecendo os quatro presos à disposição do Poder Judiciário.
A Operação Protetor de Divisas demonstra a importância da integração entre unidades policiais, da atuação especializada e do compartilhamento de informações de inteligência no enfrentamento à criminalidade patrimonial, especialmente em investigações que envolvem atuação de grupos criminosos, violência contra vítimas em situação de vulnerabilidade e deslocamento de investigados entre diferentes estados da Federação.
As investigações prosseguem com o objetivo de aprofundar a apuração dos fatos, analisar os materiais apreendidos e esclarecer a eventual participação de outros envolvidos.
A Polícia Civil da Bahia reafirma seu compromisso com o enfrentamento qualificado à criminalidade, a proteção das vítimas, o cumprimento das decisões judiciais e o fortalecimento da cooperação entre as forças de segurança pública.
Fonte: DRFR – Juazeiro/BA

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