Sábado no Forrobodó:Músicos regionais alimentaram o São João de raiz


Músicos e artistas essencialmente regionais fizeram a tarde-noite de Forrobodó. E assim os grupos e bandas da terra executaram o que há de mais natural na cultura junina. Quando ainda começava a receber público, no início da tarde, a Praça Antonio Gonçalves recebeu a banda Mistura Musical, integrada de Téo Canarana e Big Raus entre componentes que vêm da fundação, há cinco anos. E o forró saiu fácil do palanque para animar o arraiá.
A mesma linha de forró foi mantida pelo Forrozão Brilho da Noite baseado nos 30 anos de formação do trio que teve neste sábado pai e filho: Pedro Marcus no zabumba e vocal e Douglas Marcos no triângulo. Para completar, o sanfoneiro e cantor João Ferreira ajudou a cultivar o show interpretando gravações de Alcimar Monteiro e Flavio José. A Banda Adelmário Freitas, bonfinense, continuou o pé-de-serra sanfonando o saudoso Luiz Gonzaga. Além do trio de instrumentos de baião, Adelmário agregou um baixo.
Muito prazer - O forró fez uma pausa para a entrada da Banda de Pífanos de Itiúba, que deu “canja” tocando músicas juninas e recebendo aplausos. “Nosso trabalho tem anos, esse é o nosso estilo, gostamos de tocar baião e forró, como você viu. Nossos instrumentos são dois pífanos, uma caixa e uma bumba. São instrumentos velhos, mas mostram um pouco da nossa cultura e temos um prazer enorme de subir no palco e tocar nem que seja uma música”, discorreu Isael Batista, líder da banda de pífanos.
A tarde já ia embora quando Cesar Xisto, 21 anos de carreira, bonfinense levou ao palco inclusive músicas de sua autoria, gravadas, segundo ele, por Miguel Araújo, Trio Bahia, Wagner Rosa e pela banda Piolho de Cobra. Junto a seus companheiros, Xisto fez forró pé-de-serra até passar o bastão à Xote + Eu que encerrou a programação da tarde cantando MPB (Paula Fernandes), pagodes (Exalta samba) e forró moderno como os da banda Garota Safada. O público grande dançou. Qualidade e diversidade do repertório e instrumentos além do tradicional trio, a banda se utilizou de sax, guitarra, baixo, bateria e percussão. De acordo com Magno, vocalista da Xote + Eu essa união de instrumentos facilita a troca de ritmos durante a apresentação: “Podemos estar tocando músicas de Targino Godin e mudar para Aviões do Forró no momento seguinte”.
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