Uma igreja de Senhor do Bonfim denunciou a interrupção de uma vigília realizada entre os dias 20 e 21 de abril, no ginásio da Praça da Pêra.
Segundo a nota, o evento tinha autorização da Prefeitura, mas foi interrompido após um policial militar, morador da região, ter desligado o gerador de energia, causando pânico entre os participantes.
A organização afirma que, mesmo após a presença de uma viatura que confirmou a regularidade do evento, o policial teria retornado armado, o que levou ao encerramento antecipado da vigília.
A igreja classifica o caso como possível abuso de autoridade e intolerância religiosa, e pede apuração por parte da Polícia Militar.
Em contato com o comando do 6º BPM fomos informados que: “Netto, boa tarde, boa tarde a todos os ouvintes da Rainha FM.
Nós tomamos conhecimento no dia 20, inclusive a viatura se fez presente. Na quarta-feira, através da minha corregedoria, também tomamos conhecimento em relação às denúncias apresentadas.
Nos colocamos à disposição, inclusive as pessoas envolvidas estariam no dia de ontem indo até a nossa corregedoria para serem ouvidas a respeito do fato denunciado. Porém, no final da tarde, tomei conhecimento dessa nota que recua.
Ainda assim, permanecemos à disposição para receber as denúncias e, a partir da oitiva, realizar a abertura de procedimento administrativo para apurar os fatos.
Reforçamos que a Polícia Militar é uma das instituições que mais garante os direitos da sociedade, principalmente o direito ao culto religioso, seja ele de qualquer natureza: matriz africana, evangélica ou católica. Diuturnamente, trabalhamos para assegurar esses direitos e não seria diferente em um caso como este, caso seja confirmada qualquer situação de intolerância.
Aguardamos a formalização da denúncia para que possamos instaurar o devido processo legal, garantindo a ampla defesa e o contraditório ao denunciado.
Uma vez comprovadas as denúncias, serão adotadas as medidas cabíveis conforme o código de conduta da Polícia Militar.
Portanto, seguimos aguardando as denúncias e as testemunhas do fato para dar início ao processo administrativo". Disse o Comandante do 6º BPM, Ten. Cel. Nivaldo Mascarenhas.
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