Moradores do Sítio José Francisco realizam caminhada pelas ruas de Senhor do Bonfim



Moradores do Sítio José Francisco, alvo de disputa na justiça por reintegração de posse de terra realizaram manifestação pelas ruas de Senhor do Bonfim.



A justiça concedeu direito de reintegração de terra, para o senhor Nilo Ferreira que diz ser o dono das terras, porém moradores alegam ter comprado devidamente registrado os lotes onde hoje construíram suas casas.


O Blog do Netto Maravilha vai acompanhar este caso até que haja uma decisão.


Justiça determina reintegração de posse de área rural em Senhor do Bonfim e prevê apoio do 6º BPM

Decisão judicial determina desocupação do Sítio José Francisco e autoriza cumprimento da ordem com apoio da Polícia Militar

Uma decisão da 1ª Vara dos Feitos Relativos às Relações de Consumo, Cíveis, Comerciais, Consumidor e Registro Público e Acidente de Trabalho de Senhor do Bonfim determinou o cumprimento definitivo de uma ordem de reintegração de posse de uma área rural conhecida como Sítio José Francisco, com aproximadamente 17,6 hectares, no município de Senhor do Bonfim.

O processo envolve Nilo Ferreira dos Santos e Nilson Benevides Alves. Segundo a decisão, uma ação anterior de reintegração de posse teve os pedidos julgados improcedentes, reconhecendo a situação possessória em favor de Nilo. A decisão de primeira instância foi posteriormente contestada por meio de recurso, mas o Tribunal de Justiça da Bahia negou a apelação por unanimidade, mantendo a sentença.

Com o julgamento do recurso, o juiz Teomar Almeida de Oliveira determinou que o processo deixe de tramitar como cumprimento provisório e passe a ser considerado cumprimento definitivo de sentença.

Ordem de desocupação

Na decisão assinada em 8 de junho de 2026, o magistrado determinou a expedição de mandado de reintegração de posse em favor de Nilo Ferreira dos Santos, estabelecendo a desocupação imediata de Nilson Benevides Alves e de eventuais terceiros que tenham sido introduzidos na área.

Um dos pontos que chama atenção na decisão é a existência de aproximadamente 30 residências já construídas e habitadas, além de outras seis em construção dentro da área objeto da disputa.

O juiz considerou que a situação exige planejamento específico para o cumprimento da ordem, diante da possibilidade de resistência por parte dos ocupantes.

6º BPM deverá acompanhar cumprimento

Para executar a reintegração, o Judiciário determinou que seja solicitado o apoio do 6º Batalhão da Polícia Militar, em Senhor do Bonfim.

De acordo com a decisão, o próprio comando do 6º BPM já havia apresentado ao Judiciário um estudo de situação e planejamento operacional para a ação, informando estar preparado para acompanhar o Oficial de Justiça.

O Oficial de Justiça também foi autorizado, caso seja estritamente necessário, a utilizar as prerrogativas previstas no Código de Processo Civil, incluindo arrombamento e remoção de obstáculos para o cumprimento da ordem, sempre com acompanhamento policial e observando critérios de razoabilidade e moderação.

Multa pode chegar a R$ 50 mil

A decisão também estabeleceu multa diária de R$ 1 mil, limitada a R$ 50 mil, que poderá ser aplicada pessoalmente a Nilson Benevides Alves caso haja nova turbação, esbulho, embaraço ou resistência ao cumprimento da ordem judicial.

O que acontece agora?

A decisão não significa que a retirada já tenha ocorrido. O que o Judiciário determinou é que seja expedido e cumprido o mandado de reintegração de posse, com acompanhamento da Polícia Militar.

A situação envolve dezenas de construções e moradores, o que torna o cumprimento da ordem uma operação de maior complexidade. A decisão determina que a atuação do Oficial de Justiça e da força policial ocorra com segurança, moderação e observância das determinações judiciais.


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